segunda-feira, 8 de junho de 2009

X-Men Origins: Wolverine

X-Men Origins: Wolverine

Ano: 2009

Realizador: Gavin Hood


Ora, como fazer uma crítica a uma BD da Marvel para fãs e não-fãs que leve todos a ver este filme?! Não parece uma tarefa propriamente fácil.


O mais recente filme dos X-Men conta com a realização de Gavin Hood (Rendition e Tsotsi), argumento de Skip Woods (Swordfish, Hitman) e David Benioff (25th Hour, Troy, The Kite Runner) – um dos argumentistas mais talentosos da actualidade - e com um elenco todo ele renovado de caras conhecidas, grandes talentos e uma qualidade soberba de efeitos especiais.

Logan / Wolverine é Hugh Jackman – dá um gosto anormal ver este actor a representar. Uma interpretação brilhante sempre elogiada, mesmo pelos fãs mais radicais. Ficamos a conhecer o passado amargo do mutante, geralmente conhecido pelas suas lindas garras, mas cujo poder principal é o da auto-regeneração. A relação complexa com o seu irmão mais velho, Victor Creed – o fabuloso Liev Schreiber (nada como escolher um dos actores mais expressivos para interpretar este Sabretooth sui generis). O projecto governamental Weapon X. Ficamos a 'conhecer' uma série de mutantes do universo-Marvel: Kevin Durand é Fred Dukes, Dominic Monaghan é Bolt, Taylor Kitsch é Gambit, Ryan Reynolds é Wade Wilson.


Podemos apreciar este Origins: Wolverine enquanto filme e enquanto adaptação. Quem estiver à espera de encontrar um 'dois-em-um' vai ficar desapontado.

É notório o objectivo em tornar este filme num verdadeiro blockbuster, que o é com todo o mérito.

No entanto, enquanto adaptação falha:
- as personagens são pouco exploradas, mesmo aquelas que reuniam nos fãs, grande expectativa desde o primeiro filme, como o caso do Gambit;

- uma modificação demasiado severa no aspecto de alguns mutantes – exemplo do Wade Wilson/Deadpool (embora, sendo um dos meus favoritos, tenha gostado do 'novo');

- não há, em qualquer cena, uma referência ao nome Sabretooth (Victor) que surge com uma aparência inconsistente com a que vimos no primeiro filme, interpretado por Tyler Mane;

- um não seguidor de X-Men fica sem perceber muito bem o programa Adamantium, que merecia ser um pouco mais aprofundado.

Asbtenho-me de críticas aos efeitos especiais, até porque este blog não toma a via profissional. Apenas algumas falhas que encontrei na transição de cenas, que, de tão menores nem mereciam referência. Chovem críticas aos mesmos. Eu aplaudo o trabalho da Fox.

Deixo aqui uma opinião muito própria relativamente à forma que os argumentistas criaram para explicar a origem do nome Wolverine. Chovem críticas terríveis à escolha. Eu gostei.


Origins: Wolverine eleva-se pela irreverência de Gavin Hood (já disse que não há sangue?!), pela química perfeita de Hugh Jackman e Liev Schreiber, que enchem a tela e pela melhor interpretação de Hugh Jackman enquanto Wolverine.

Peca por um argumento que não é extraordinário face às expectativas – uma estrutura narrativa fraca que dava 'pano para mangas'.

À partida, trata-se de um filme incapaz de agradar a gregos e a troianos. Nunca chega e nunca está suficientemente bom.

Enquanto fã não radical de X-Men – uma grande surpresa cinematográfica, enquanto filme, um pouco decepcionante enquanto adaptação.


Perante críticas demasiadamente negativas, deixa a dúvida: caso fosse este o primeiro dos filmes, havia sequela?

Eu digo: venha daí o 'X-Men: First Class'!

1 Comentário:

Freddy disse...

Esse a mim não me apanham lá...

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